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Redes Sociais e Comunidades Educativas
Por Fatima Felix e Regina Cabral
Publicada em 25/04/2008

Hoje, muito se fala em redes: o mundo todo está interligado por meio da internet. Através dessa rede de comunicação, as informações sobre todas as áreas de conhecimento são conhecidas ao mesmo tempo por quem está na China, na Argentina, no Brasil, no Norteste brasileiro, na Baixada maranhense.

As redes sociais são importantes para articularem e potencializarem ações de desenvolvimento, de mobilização, de luta pelos direitos humanos, de disseminação de metodologias de trabalho e para a construção de comunidades de aprendizagens. No CIP Jovem Cidadão, trabalhamos com muitas redes. O CIP é uma rede de projetos sociais voltados para o desenvolvimento da baixada-lagos maranhenses, que articula uma rede de parceiros, construindo alianças estratégicas para o desenvolvimento humano e social da região com o menor IDH do estado do Maranhão. Jovens dos Fóruns da Juventude da Baixada maranhense criaram a rede de jovens comunicadores. Organizações diversas da América do Sul criaram a rede sulamericana de futebol de rua.

São diversas as razões para se criar uma rede. Defendemos que as redes possam potencializar aprendizagens, práticas de socialização de conhecimento e de construção de comunidades educativas.

Numa comunidade educativa precisamos cuidar da ecologia integral do ser humano, a partir dele mesmo, com os outros e com o seu ambiente. Tudo isso pode parecer muito distante, e na realidade é tão próximo da nossa ação concreta. Quase tudo pode ser transformado, a partir do momento em que me convenço de que atuando desse modo, eu estarei atingindo os melhores objetivos colocados como meta a alcançar, e que também estarei fazendo um processo educativo integral, junto aos meus companheiros, de tal modo que as novas gerações serão cada vez mais educadas, até o ponto em que jovens ou adultos se comportarão no ambiente da cidade, não como simples habitante da cidade, que não se incomoda com a cidade, mas como um cidadão ativo, participante da vida da cidade, interessado no crescimento e desenvolvimento de todos os seus habitantes.

Embora tenhamos alcançado um enorme avanço tecnológico em nível mundial, ao mesmo tempo temos feito uma trajetória espaço-temporal que indica a degradação do processo de organização dos cidadãos nas cidades.

Então, se nós não somos seres tão integrados por causa do próprio desenvolvimento do capitalismo, o que nos resta fazer é tentarmos reunir os nossos fragmentos, nos integrarmos como seres humanos e nos integrarmos como comunidade, em pequenas comunidades que serão como pequenas células no processo de transformação social. Isso é mais fácil pensar, do que tentar transformar todo o planeta terra de uma só vez. É mais fácil eu pensar que posso transformar as ações pedagógicas do meu grupo social, da rede na qual estou integrado, de minha família e talvez algumas relações com pessoas da minha cidade, do que pensar em transformar toda uma realidade. Por outro lado, não podemos continuar acomodados, inertes diante da degradação da sociedade. Não poderemos transformar tudo, de uma hora para outra, então vamos fazer pequenas ações transformadoras, no cotidiano da escola, do Fórum da Juventude, da Associação de Educação Física, Esportes e Lazer, da Rede Nordeste de futebol de rua , em meio à comunidade educativa constituída.

Para que nós tenhamos uma comunidade educativa, essa comunidade ecológica, e para que nós possamos nos reintegrar, nos sentir como seres integrados, no nosso mundo subjetivo e no nosso meio ambiente, nós teremos que pensar em estabelecer nessa comunidade educativa, uma conexão entre todos, a partir de um compromisso ético. Sabe-se que de uma hora para outra não se eliminarão as divergências, não se pensará do mesmo modo, mas, exatamente, não se está falando de uniformização, de padronização das mentalidades, das condutas. Fala-se da criação de uma unidade, a unidade se constrói na diversidade. Porque existe uma diversidade pode-se falar de uma comunidade educativa, em que todos, com suas diversidades, suas singularidades poderão integrar essa comunidade, construindo uma unidade. Mas, o que seria esse fio capaz de tecer entre todos uma ligação que se expressa na comunidade? Seria um compromisso ético com o processo de emancipação humana. Significa exatamente que nós desconstruamos, coloquemos abaixo as relações de poder hierarquizadas, as relações de poder arbitrariamente exercidas por uns sobre os outros. Somente na medida em que tivermos uma prática educativa libertadora, poderemos construir um compromisso ético pela emancipação humana, capaz de nos implsionar nos movimentos de transformação da sociedade.

 
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